Sempre fui péssimo em dizer adeus, independente da situação ou das pessoas envolvidas. No entanto, eu queria escrever algumas palavras àqueles que estiveram comigo no curta “Mar do Poeta”. Talvez você, que chegou aqui por acaso, entenda o que virá a seguir como um monte breguices mal escritas e inúteis. Pode ser. Mas essas palavras não são para você: são para os outros – para nós.
Em primeiro lugar, obrigado a todos. Acreditem, é de coração. Obrigado por me fazerem uma pessoa melhor. Obrigado por todos aqueles dias. Obrigado pela chuva. O frio. A noite. Obrigado por você estar lá.
Em segundo lugar, queria dizer que apesar da “história” do filme continuar nos festivais e mostras, eu preciso seguir em frente. Sim, todos vocês sabem que o “Mar do Poeta” marcou a minha vida (e acho que fez o mesmo com muitos…), mas eu não posso ficar preso a ele. Tenho outras histórias para contar, em filmes, contos e séries. E tais histórias são tão importantes quanto o “Mar do Poeta”. Lembrem: tudo o que vivemos só ganha sentido quando olhamos para frente, e não o contrário, como muitos imaginam.
Em terceiro lugar, preciso revelar o meu desejo de voltar a trabalhar com vocês. Tenho uma regra muito simples: sempre tento trabalhar com pessoas que conseguem me ensinar algo. Mas não pense que esta aprendizagem se reduz a uma condição profissional. Um grande engano. O essencial é aprender para a vida.
Quarto. Desculpa a todos. Pelos meus enganos. Por minhas escolhas. Por eu não ser aquilo que sempre desejaram. Pelo silêncio.
Por último, queria dizer que não vou escrever “adeus”, nunca, pois, como sabem, tenho dificuldades de fazer isso. Vou te dizer “até breve”. Até a próxima esquina da vida. Eu estarei lá, esperando você. Um grande abraço.





















